As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Balé

Não se carece palavras
Quando o corpo dança
O diálogo vai além das línguas
E a voz se liberta da garganta

Pra que falar
Se o corpo canta?!
Nem se precisa dizer
O que nos encanta

O corpo gira
As pernas baiam, sambam
As mãos se esvoaçam no tempo
E o peito pulsa vida e sorte
Numa ritmia quântica

O amor fica indizível
Num balé-poesia tântrica
E num transe de pequenos silêncios
Sinto e sentes quem te ama
Quando os poros se dilatam
E tua pela untada derrama
Essa ofegante poesia dinâmica
Que te percorre o suor do corpo
Até o nosso último beijo adormecido
A manhã, em nosso primeiro sonho
Vindouro

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