As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Na Sua - Luz da Tarde

De repente penso
E em alguns milesegundos
Na velocidade em que um romântico neurônio
Leva pra seguir do peito, passando pela mente
E chegar até o céu da boca,
Sinto a palavra, preparo a voz, e a entôo
Trazendo em si, ela em mim
Todo o sentimento
Todo o apuro dos anos

Pronuncio o seu nome
Com a força e delicadeza necessárias
Em música, canto essa melodia, e faço uma pausa
Deixo reverberar no vento a poesia do que lhe sinto

Assim como na literatura
Como na música
Como no teatro
Faço uma cena
Cinema
O corpo dança no movimento do desejo
E toda a minha humilde arte fica em função
Da paixão
Lhe agradeço
Não apenas pelos beijos, pelos fluidos
Pela energia, pelas filhas e filhos
Pelos sorrisos e abraços
Pelos aprendizados
Pela inspiração
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