As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Intercâmbio

Leve
Levo a inspiração
O ritmo, as batidas do teu coração
Deixo um pouco da minha voz em teu corpo
Que te passei quando beijei teu rosto
O som na língua nas mãos
Trago o bailado fino de tua dança
E o encantamento de quando te toquei as pernas
Como se fossem meu violão
Deixo um tantinho assim dos meus desejos
Como se fossem desvendados segredos
Dedilhados do pescoço até o tendões 
O desenho de tuas costas
O antigo mapa e rosa dos ventos
Onde escrevi essa canção
Por fim a dança a troca
Deixei muito contigo
Deixaste tanto comigo 
E decifrando versos eu sigo
Em todo impossível amor que de tão antigo
Em seus círculos, vida morte e ressurreição 
E tão honesto, tão íntimo, tão amigo
Transmuta-se como a lagarta em borboleta
E segue sua evolução
Não tivemos nada e tivemos tudo
Música dança teatro e poesia
Tudo se funde se confunde
No ensaio das vidas
Respiro
Suspiro
Me inspiro
No ritual da paixão
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