As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 8 de março de 2016

Nossas Idades

Nas vaidades éramos mais que pelo menos
Mas foi chegado amor em sua barca
E já não carecíamos dizer nada
Depois de incontáveis incertezas
A sintonia habitou a morada de nossos sorrisos

Agora encontrado um ponto de verdade
Assim pudemos recomeçar
E traçar um novo destino
Seguindo pelas magnéticas ondas
Os caminhos
Em pulsos sinuosos e retilíneos
A menor distância entre dois tontos
À mais próxima estrela que nos ilumine
Se até à luz se curva
Porque eu não nos curvaríamos?!

No espaço rabiscamos sonhos
Na tridimensão que re-sentimos
Universos, dimensões 
Buracos negros
No céu infindo

E eu aqui catando notas
Juntando sons
Buscando rimas
Como uma cigana lendo mãos 
Eu olho pros veios do tempo
E interpreto a poesia das estrelas
É tudo uma questão de vento
A sombra o eclipse a gravidade
A lua reinando na maré cheia
Eu canto aqui de onde venho
Ela dança lá de onde veio
Tocados assim pela eternidade
Nos conectamos com nossas individualidade
Não importando os fins
E sim o processo dos meios
Porque todos soamos um
As cores, os sons
Desde o início
Até o berço
Partimos de uma
Singularidade
Na busca da evolução
Inventamos essa sutil forma de revolução, a canção
Pra poder vibrar nos desejos sintonizados
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