As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Romance

Temos tantos nomes
Que nem sei como te chamo
Ela quis guardar essa lembrança
E só tinha meus olhos

Eu só tinha seus olhos
E se quisesse chamá-la
Como as ninfas e sereias,
Apenas perdendo-me
Nos mistérios do mundo
Pra encontrá-la
Em nosso amor vagabundo
Somente cantando

No arrebol, desaguando
Tingidos desejos
Em nuances de vermelhos

Do vestido de nuvens
Ao espelho das águas
O desencantar
Na tardã lua cheia

Ah! Minha mãe das águas!
Derrame em mim teus segredos
Nem que eu me cegue
Ou enlouqueça
Arrisco perder meus medos

Sonho em te ver mais uma vez
Antes que a noite se vá
E a magia se quebre
E por alguma desnecessidade
...a gente se esqueça
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