As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

A Flor dos dias e suas mil pétalas

E me fiz já sem motivo
Triste como quem chora
Pois as lagrimas do outrora
Sempre chegam sem aviso
Mas já nem trazem prejuízo
Ao meu peito sem demanda
Fui inteiro, hoje sou banda
Fui feliz, hoje poeta
De mim mesmo sou profeta
Trago as coisas do passado
Se o presente é agoniado
E só o futuro é o que tenho
Seguirei no meu empenho
Vou sem te negar saudade
Hoje sei que sem maldade
Sonhos vêem e vão simbora
E só os amores é que ficam
Brincando de dentro pra fora
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