sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tua luz

Pensei te escrever algo
Que ti fizesse sentir o que sinto
Mas como?!
Meus sons estão distantes
Não tenho esse poder.
Pelo menos até que me conceda.
Um sorriso a mais
Um beijo não seria demais
Teu universo com um simples aperto de mão
Teus sonhos, me dão luz ao coração
O corpo presente rodopiando
Dançando de acordo com a música
Que vou inventando
Assim vou te recompondo
Imagens presentes em meu dia dia
Noite a noite.

Eternidades e solidões
Me fazem pensar com paixão.

O céu daqui é o mesmo céu teu!
Abstraia por um segundo
O brilho artificial da cidade
Na constelação de Órion habitam meus deuses
Tu estás la, em minhas horações
O feminino inumano cósmico
Desenhado entre as estrelas
sim, é você.

São meus delírios projetados, no tempo,
Em que a razão não me faz tanta falta

Prefiro admitir e dizer que o trago,
A falta do teu cheiro
E que teus olhos e sorriso
Estão tatuados em minhas retinas
E tudo que o alguém tentar ler em minha alma
Só poderá ser traduzido
Através do seu carinho
Que ainda tento conquistar
Enquanto distante canto.

...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Meu peito-oratório

Ê saudade esquecida
Que quer criar vida nessa escuridão
Não faz de meu peito oratório
E de purgatório o meu coração

Meu desejo se foi com o tempo
Contra-tempo de todo querer
Mas você entoou seus lamentos
Com benditos pra disparecer

Teu desejo foi pecado e seguia
Pelas ruas penando a sofrer
E de velas acesas pedia
Pra o meu canto lhe interceder

Ê saudade esquecida
Que quer criar vida nessa escuridão
Não faz de meu peito oratório
E de purgatório o meu coração

Mas meu canto penou um bocado
De joelhos rastejando ao chão
E a penitencia rasgou meu peito
Com o querer sem jeito
Que nos deu tanta canção

E agora compondo eu me lembro
Que nas noites de oração
Minhas promessas seguiam teus olhos
Nas candeias, sem fim procissão
Entoando tristeza e alegria
Nas ladeiras de teu coração

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SUSpiros

A primeira vez que lhe vi
Você estava perfeita,
Introspecta.
Tão calma...

E eu me lembro que de repente
Uma flor brotou dos meus dentes
Quando você me lançou um sorriso!

Então, nada mais foi preciso!
No teu mote fiz um improviso
E meu desejo musicou tu'alma.

Ali, como num transe
O que buscava, encontrei
Traguei tua beleza, me embriaguei
E em canções, me transformando
Teus suspiros, como sinos, me deram a luz
(Eclodiu em meu peito, um acorde SUS)
Eram os Som-nhos que hoje vou desencantado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Transluzindo futuros

Me deixaste feliz.
Tantos gozos, de querer, tu me daria.
De outra forma, não me despediria,
Deixei pra ti meu cantar numa incelença!

E parti
Antes que fosse um novo dia
E eu já não tivesse alegria
A graça da tua doce presença.
O tom da tua voz de magia.
Nas horas de prazer, mais intença.

O bailado d'teu corpo transluzindo futuros.

O som do teu nome

Além das inevitáveis, tantas outras, várias impressões
Ficou em minha mente.
O som do teu nome
Em poesia
Percorrendo uma lógica incomum
Nas veredas de meus pensamentos
Formaram-se desenhos complexos
De uma simplicidade absurda e bela
A palavra em sua essência
Os olhos...
As cores, os significados dos astros, em relação
Infinitos cálculos inmatemáticos
O som do teu nome, a voz, a cheiro
Os ritos, signos e símbolos!
Te senti...
Lutadora. Guerreira. Mulher.
Pense tudo o que quiser,
Agora, isso é o que tenho
E um ouvir perdido, confundindo, olhares.
Sou eu, um em milhares, tantas vindas aqui...
És tu, a melodia, em tantas possibilidades
A harmonia que escolhi.

sábado, 29 de agosto de 2009

Timidez

Foi humilde, mas, de coração.
Mesmo ainda não sendo tudo...

Feche os olhos!

...

Existem muitas palavras não ditas
Versos inacabados, impronunciados, acreditas?!
Perdidos nos olhos, sentidos apenas.
Como um prenúncio entoado em destino
Brincando de ser um eterno menino
Que não sabe agir quando acenas,
Mas depois saltita afobado
Gritando paixão, entre a flor do desejo
E o perfume sagrado que acompanha teu beijo
Mesmo antes dele ter sido dado.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Às margens do corpo que toco!

Bem...
E se eu tivesse um pequeno sonho pra ti?
Um inesperado perfume pra esse momento delicado, por ti?

Pela boca te sopraria uma suave brisa das manhãs
Levando o cristal de orvalho de teus olhos
E deixando uma lembrança a florir de teu sorriso

Sou cheio dessas invenções
Inúteis pra esse mundo hoje
E se sou também as vezes bobo demais
E te faço perder a postura, e gargalhar
É Pra que no futuro
Saibas decidir
O que nos fará sonhar

Te dei canções...
Ai...
Tanto amor ensinou-me a usar as mãos e língua
Como quem escreve com fogo
Desejos no corpo que toca.

Mas decifrar-te sempre foi uma cruel e árdua
Feliz e mágica poesia
Que me consumia, a alma em arpejos menores
Nos teus beijos modais
De nosso povo Cariri
Murmurando rezas ancestrais
Que nos fazem chorar e sorrir
Desencantar e soir

À necessidade dos sentidos!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma flor por um sorriso!

Às vezes penso que teu sorriso
Seja uma farsa da felicidade
Da tranqüilidade
Em que te dói a minha fugacidade
E minha presente presença distante
Ao contrario do que se pensa
Do que se pena
Do que se sente
E até do que "se" não.

Perdoe-me por ser assim...
Mas, antes que eu continue
Essa é a questão?!

Um bobo e seus sentimentos
Que te faz sentir especial
Apaixonante perigo sem rédeas
Desenfreado sonho cantando ao nascer

Um amigo pras todas as horas
Pra todos os momentos
Um amor pra todos os tempos
E seus tormentos
Uma paixão corrente
Coerente
Recorrente
Que se sente

E se deixa levar

Pra qualquer que seja o lugar

Continue dançando
Eu continuarei a cantar

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O espetáculo


Renato Alarcão

Sai da sua vida da mesma forma que entrei
Sorridente, desprendido, te fiz festa e cantei
Alegria não sobrava, tomávamos tudo
Se o sofrer se achegava, ficava mudo!

Tudo que ouvíamos, sentíamos
E curtíamos, ignorando a dor
Nosso espetáculo foi indo. Lindo
Até que se acabou

Nosso mundo era perfeito
Me recordo do beijo que me marcou
Teus lábios me rasgando a pele e adentrando
No templo sacrário onde rezei tua canção
E com unhas e dentes, quentes
Você, ferrando-me o coração

Ensaiei na sua vinda da mesma forma que sonhamos
Fiz os improvisos, com as marcas que deixamos (combinamos)
E que me guiaram, quando na escuridão
Me concentrava no personagem e nas falas em questão

Estreamos nossa vida da mesma forma que pensamos (ensaiamos)
O trapézio, o equilíbrio, o circo em chamas que armamos

A dança, o fogo
O truque, o jogo
O público desesperado

Todos apenas aguardavam
O fim do nosso amor
A tanto anunciado

A banda rufava!
A luz sombreava!!
A platéia enlouquecia e sonhava!!!

A bailarina abriu os braços e voou
Se encantou...

E agora! E eu?!

Não preciso mais de suas palmas
Tanta alegria na minha tragédia não me acalma
Podem ir embora
Eu sou um palhaço
Ela mesmo falou.
Minha vida não tem mais graça
Já não me interessa
O que seja verdade ou farsa

O espetáculo acabou.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Temporaes

Nas verdades contidas em cada som que imagino
E sinto
E trago para esse plano
Tenho certezas de que tu estas sempre a me falar

Tanto que me atento, e não temo.
Mas é difícil admitir teu cheiro presente
A lembrança guardada
Tua voz a revirar meu mundo
Me deixando de pernas para o ar
Pisando no céu
Que estremece

Teu sexo faz de mim um deus.

Daqui, observo nossa humanidade.
Meu juízo sem gravidade
Você e as folhas dançando nos ventos
As nuvens e seus inventos.

Fazemos amor ao relento
Tua força elemental me invade

A luz!
O raio!!
O estrondo!!!
Nossos desejos anunciando a tempestade.