As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Renascente

Desej'os sonhos, baixinho,
Feito rezas, contos e contas do rosário
E tuas flores, e minhas fitas e lantejoulas.

Já estavam perdidos os olhares...
Se reencontraram nossas lembranças
E as estrelas às milhares, em festança,
O céu a terra e o mar celebrando nossa amizade
Todos os amores, em suas mais puras formas,
Carinhos, saudades, beijos entrevontades
E porque não, a paixão, num luar, renascente?

De um sorriso ao outro vai e vem toda esperança
E nu agora em meu peito, também,
Reside um outro coração
E mesmo quando nos fazemos ausência,
Não há lamentos, não há incertezas
Pelo menos não que sejam duradouras
Pois trago meus sentimentos ao cantar
Ainda que interpretando gritos que beirem a desmúsica
Ou dançando, num compassado silêncio, íntegro...
A poesia brota dos sentidos, e todo ressentimento será uma boa saudade.

Se minha natureza é dos ventos
E tua natureza é do mar
Salve Iansã
Salve Iemanjá!
Gire o mundo, passe o tempo
Mesmo que desencontremos,
Pelas não promessas que fizemos,
É certeza, iremos nos reencontrar.


Palavras que voam

Se um dia eu te der palavras que voam
Não saia voando com elas e me deixe aqui falando sozinho
Não se enalteça com meus versos, minha Donzela

Meus sonhos são tudo o que tenho pra te dar
E é o pouco que jamais me pertenceu
Pois meu sonho pertence a quem sonhar, deusa-mãe
E ao nascer eles são de quem os acolheu

Mesmo assim ainda alguns crescem no vento
Se espalhando sem ter direção
E atravessam qualquer espaço-tempo
Só pra se enraizar no coração. Já canção.

Flor-le-arte

Inspirado assim, se eu escrever teu nome numa folha de papel, sentirás o perfume de minhas palavras! E mesmo pra qualquer insensível, será como ler as pétalas! Da flor da pele, dà flor dos desejos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012