As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Três cocos siricora miudinha, sabiá

Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá

Eu to doido pra viajar
Visitar a minha gente
Guarnecer o meu repente
Com a poesia de lá
Pro Cariri eu vou rumar
Levo meu amor comigo
Pra não ficar de castigo
Quando a saudade apertar, ô sabiá!

Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá

O Cariri é meu lugar
Tem fartura e esperança
Do Rio trago lembrança
E saudade dos carnavá
Se meu peito num se aguentar
É por mó da minha pequena
Sua beleza já me acena
Me pedindo pra eu voltar, ô Sabiá

Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá

Com o peito a improvisar
Uma cantiga onipresente
Hoje choro sorridente
Tão feliz, vou me acabá
Com o meu oxe e a chiá
Feito um samba na taboca
Um forró Caririoca
Pra vocês eu vou cantar, ô sabiá

Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá

Três coco siricora miudinha, sabiá
Três coco siricora miudá
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