As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Iluminação

Iluminar-se? Assim tão longe?
Dentro ou fora de si? Tão perto...
Tudo bem, então fica tudo certo
Precisamos dessa física distância...
Sigamos nossos caminhos

Se quiser e precisar,
Leva-me, eleva-me
Em teus pensamentos
Em teus sentimentos
Mesmo que tristes ou inseguros

Arrisque
Sinta, pressita
Ilumine os caminhos (não só os teus)
Se precisas, faz de mim também tuas dúvidas
Pra que assim eu possa um dia vir a ser
Tua certeza, mesmo que passageira,
Como a alma que investe o corpo
O destino vivido. Humano.
Mesmo que torto...
Como a vida.
Uma vida
(ou todas
um tudo)
O todo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Alma Cigana II

Vida de cantador é na estrada
Varando o tempo com su'alma cigana
Um terço dela é de partida
Uma outra parte é de chegada
E o que nos resta
é o caminho...
Vamos, destino
Sigamos nossa jornada
Compondo a vida
Essa canção
Sagrada

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

IMPRESSÕES


  • Tomar um chá, respirar e pensar 
    (Cítrico. Laranja, limão, cidreira)
    É tão prazeroso, quanto,

    Dar um beijo e sorrir
    (Simplesmente se olhar)
    Cantar em silêncio
    Sentir-se amigo

    Fazer amor. Te descrever
    (... em meus versos de repente)
    Toda poesia em flor,
    Aroma, cor e perfume

    Tua pele
    (O hálito, a boca a suspirar em arpejos)
    Sobejos. Formas de presentir,
    Sentir, e resentir

    Mas, com sabedoria
    (Na dor e na alegria)
    Na amizade e no desejo

    Amor pra poucos.

    (Como minoria,
    Somos nós, os loucos, os bobos
    A provar, e gostar assim
    Dessas pequenas doses
    De felicidade)
    Apaixonados

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Movement

Sing in the sky
In the sacred hours in the sun meet the moon
Let's dance with the wind and the stars
Our heavenly bodies
As new constellations
A celebration of life
In the firmament

So in heaven as in earth

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conjunção

Sempre tivemos o nosso amor
Mesmo quando não estávamos afim.
E as vezes que terminamos
Conseguimos recomeçar
Sem precisar determinar
Um meio inicio fim

Mas estar junto de ti
Tem algo de divino e necessário
Como crescer e evoluir

Assim vamos, estamos.
Se brigamos,
Falamos o que não precisávamos dizer,
Ouvimos o que não precisávamos ouvir,

Um breve silencio nos domina...

Lembramos daquela nossa velha canção
E dançamos. Nos seduzimos.
O dançar nos acalma...
Sentenciamos com o corpo, os olhos e mãos
E nos descrevemos em nosso papel
Companheiros, amigos amantes...
Ofegantes,
Somos as palavras que precisávamos sentir.

E nessa paixão renascida
Que nos torna a brotar,
Deixamos nos guiar...

- Possamos quebrar a cara
Morder a lingua,
Mas sempre nos acreditamos.
Escolhemos acreditar.

Não apenas por um cego amor
Ou por tudo o que nos fizemos enxergar
Não pelas juras, injurias, das velhas rimas com a dor.
Mais, pelo o que continuamos a sentir
Ressentir, que fosse...
Tenho a tua lua em mim
Tens o meu signo a te ascender
O que mais precisaríamos querer?
Os astros em nossa conjunção?!
Aprendemos a viver assim
E assim é a nossa arte.
Capricórnio em Áries
Terra e fogo
Saturno e Marte

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Iansã - II

Chove em mim essa noite,
Já anunciava o horizonte.
Fazia calor...
Por dentro, quase neve
E nesse choque
Uma febre nos sentidos,
Tua lembrança em tempestade
Chegou, varreu
Inundou meu dia,
Lavou, levou, lavrou
Minha agonia
E entre-raios e-trovões
Como em minhas canções
Você veio e se foi
Numa eterna tarde
Inventania