As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 21 de novembro de 2015

À espera

Aqui à espera
Treino a paciência
Em uma quase infinita
Insistência
Ou anseio pela felicidade
Observo o tempo
Sinto o movimento das pessoas
O sentimento vivo da cidade
O canto invisível das árvores
O tímido verde que transpira
Pra o nosso desafogo
À sombra, projeções de outras vindas
Me fazem sonhar
Me vem um vislumbro
Remonto a lembrança
O calor e a saudade
Testam minha inabalável fé
E essa breve descrença
Me fortalece o espírito
Como quem espera pelo coletivo
Como quem espera por dias melhores
Por vidas melhores

Ao subir a montanha
O homem por pouco não percebe
O movimento
Os seres vivos que movem-se
Girando na terra, ao redor do sol
A uma velocidade descomunal
Como todos os outros corpos
Celestes, num caminho de luz
No abraço gravitacional
Da nossa estrela mais próxima

Durante bilhões anos
Em quase infinita espera
Minha tolerância e paciência
Agora parecem fazer sentido

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