As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Nuvens no Céu

As tardes de Juazeiro em dezembro tem um cheiro de verde quente
O vento sopra um sabor de cajá
E suor de santo  

O som distante do vento, entrecortado pelos sons da cidade
Sussurram canções do cotidiano 
Agonias e tranquilidades, impaciências e afetos
Nos desejos chuvosos

Há uma fé resistente 
Em algo bonito
E perigoso para o futuro
O que é tradição?
O que é fanatismo?
O que é esperança?
O que podemos sonhar 
Além da vida após a morte?
Onde habita nossa liberdade
Além do céu que se vende nas esquinas e templos?
Sinto e me pergunto essa coisas
Desde criança

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