As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Clarividade

No inicio tudo era um precipício
Um perigo, emocionante
Todo medo era distante
Corríamos a beira abismo
Cantávamos em sofismo
Quase em desafinação
Mas tudo era proposital
Nosso quintal era o mundo
Sonhos e confrontos
Impossível, invisíveis
Tudo estava em outros níveis
De uma simples existência
Além de toda ciência
E discurso plausível
Explicável
Palpável
Sensível

Afinal, o seu beijo de paciência
Era a única calma que me vestia
Em trajes de sono e delicadeza
Me livrava das impurezas da vida
Com um sol sorriso seu de clarividade.
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