As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Chama

Estou aqui
Na tumultuada solidão sudeste.
Num firmamento de estrelas imaginárias
Num cinza afoito de pensamentos
E com o frio só me resta cantar
Pra aquecer a alma
Queimar tristezas
E seguir caminho

Pra estar lá
De onde vim
E aqui
Onde conheci teu sorriso
Qualquer lugar onde eu seja preciso
E poder falar pra quem puder ouvir
As coisas do coração
Recriar sertões
Embalando palavras
Com papeis desenhados de poesias
Na velha rede da saudade, balançando
Varar noites e dias sonhando
De onde viemos e pra onde vamos?

Se nesse mar de tempestades navegamos
Que nesse céu de ventanias, voemos
Dancemos em toda terra em que pisarmos!
Com o peito sempre apaixonado
Feito chama, alimentando-se
Elementando-se com o fogo sagrado
Que transforma todas as tristezas do mundo,
Em-cantos,
De amor.

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