As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Navegante

Como um navegante louco ou um pirata errante
Como uma velha lenda, insisto em navegar em águas revoltas
Em atracar meu navio em alto mar
E o que me leva é a tempestade.

Minha voz vai até as profundezas, toca o chão submerso e sobe aos céus!
Cantando aventuras chego aos olhos do furacão.
Sacio minha sede. Água, fogo e ventania 
Pela lonjura dos dias

Mas, eu e o amor mantemos um trato
Paixão e liberdade em meu coração,
Cantigas sem dono pra imensidão.

Assim seguimos caminho. Não vou sozinho
Vamos eu, o sorriso, a saudade
E meu velho acordeão.
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