As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Desperto

Perdoa-me
Amanhã
Passou por mim
E eu não estava

Em seus braços, alheio ao tempo
O amor incansável nos fez dormir
Como se a noite fosse tarde
E a madrugada o nascer dos dias
E se essas palavras não fizerem sentido
Que então nos façam sentimento
Porque se antes seria triste
Perder a poesia do sol nascendo
Agora abro os olhos
E tenho teu olhar
A mais linda manhã que nos demos
Livres no espaço, nosso leito
Um "horizonte de eventos"

Acordo, e ainda em silêncio
Por dentro estou cantando
Você aqui ao meu lado
Aos poucos despertando
Para juntos fazermos da tarde
A mais bela manhã que sonhamos
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