As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Avenida Padre Cícero

Porque? Não sei…
Você sempre diz
Que tenho
Algo bom pra falar
Que minhas palavras
São bonitas, poesias
E te refazem sonhar

Mas, nesse caminho
Que seguimos
Diariamente
Traficando amor
Entre essas cidades
Derrubando fronteiras
Talvez por amizade
Por necessidade
Talvez o carinho
Tenha falado mais alto
Me fazendo parecer sábio
Mas não. Não sou

Humildemente,
De nada sei
Apenas vejo você
Na paisagem
Compondo a cena
A estrada.
E vem a inspiração.
Isso deve mexer
Com minha mente
Meu coração

Atento à direção
Olho pra vc, a luz, a chapada
E na dinâmica desse movimento
Cruzando o vale
Eu canto.
Eu canto!
Canto pra ti!
Canto pra mim
Canto pra quem ouvir
Pra que quiser sentir
Isso me faz sorrir
E me alimenta a paixão
Postar um comentário