As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Alma Cigana

A paisagem muda, me oferece um sentimento
Eu canto e me faço cinza num desencarno poético

Ao renascer, vejo minha voraz-rural-cidade
Envolta em uma áurea de luz verde
E meus sonhos se refazem à-vontade
Alegres soando num intervalo menor

Aguardando que uma ponta de sol possa colorir-me
Para que num sopro, essa distância já não nos divida.

Estou perdido em um universo qualquer de ansiedade
E sem esperar as velhas rimas de sempre, nem as de nunca
Eu lhe poemo!
Em tudo o que pude viver e sentir ao teu lado, perto ou longe de ti.

Já nem me tenho piedade, e essas dores, como flores, me reencantam.

Meu peito se acalma, se espalha,
Mas não se engana
Sou uma alma cigana
Dançando ao cantar.
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