As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 6 de março de 2009

O que tu me deu, o que me tirou?!


Por pouco tua raiva me tomava
O sorriso que construí a ferro e fogo
Como o trabalho que teu querer me deu
Com o sofrimento e amor de outrora
Na benção e luz efêmera da aurora
Na singeleza do ponteiro das horas

Por pouco tu me tomas a alegria
Que encontrei lá dentro de mim
Em um lugar que você não dominou
Nem destruiu, com sua ignorante crueldade
Não me deixaste nu, sem a alma que Deus me deu
Porque sou índio, e não consigo ser ateu

Não trouxe ou traguei mágoas
Mas agora, agorinha mesmo
Com as bênçãos de Badzé, em Cristo, Jesus
Defini onde começa o meu futuro.
E eu voltei a olhar o céu
E rabiscar meus pensamentos no escuro
Como quem faz uma oração

Nos astros medindo a vida e o destino
Percebi que te amei como um menino
E o teu desamor me serviu
Pra me fazer agir como homem
Mas sem precisar deixar de brincar
E fazer nas noites os pedidos
Sem que precisem nem ao menos se realizar

Porque no firmamento as estrelas eternamente
Cortam a nossa realidade faiscando desejos
Dando-nos esperança e imaginação.
Pois sempre, somente sempre
Seremos desesperadamente
Inconseqüentemente
Inevitavelmente
Cadentes
Poesias.
Você.
Eu.
...
.

Sentimentos a rasgar a atmosfera
Do meu mundo em constante evolução
Fundindo-se ao meu céu, ao meu chão

Agora teus elementos
Façam mal ou bem
Passam a constituir minha natureza
Este sorriso é teu. Esta lagrima também.
Tenho certeza...
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