As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quando Kahlo

Raiando dias dentro de mim
No epitáfio frio dos meus olhos
Serro o ultimo gole
Da vida, a indecisão derradeira

A poeira da terra erguida em meu leito
Não feriu minhas retinas
Não construiu um castelo em meus sonhos
Apenas adentrou em meu peito
Pulmões e coração

Nada de saudade transpirante
Escorrendo de minha pele translúzida
Nada de sorrisos rasgados no rosto
Por causa de arrependimentos

Apenas amei
Com o que tinha
Com o que podia
E com o que não

Hoje falo, grito, esbravejo
Mas nunca
Nunca deixarei que nas horas indevidas
O silencio me tome a cena
Quando Kahlo

Tento cantar como quem pinta os sonhos
De dentro
Do interior, dos sertões
As Américas
Os sentimentos
As revoluções...

Frida leve e tempestade
Me levando as profundezas do desespero.
Só admitindo esse desejo, eu me acalmo.

Nas dores da minha almejada felicidade
Nas flores, velas e rezas que trazemos consigo
Nas cores mais fortes que eu puder mostrar em sons

Mesmo que doa!
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