As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Teu elemento fogo

Queria poder lhe dar o que lhe desejo!

Se soubesses que tens o poder de realizar sonhos
Se permitiria faze-lo?
Pronunciaria num canto, as palavras mágicas
Que deciframos juntos?
O mundo que compusemos entre-chitas e acordes dedilhados como rendas
A tenda, os carinhos, o calor de novembro
A poesia dos beduínos no deserto
Atravessou eras e chegou até nós de certo
Assim, árabe me encanto, e sou devoto de tua beleza
Tenhamos uma ou várias certezas, somos ciganos
Teus olhos de preciosas cores refletindo o mundo
Tua arte, teu olhar profundo, e grandeza
Tua voz, veludo verde, forte e suave como a relva
Como a luz da floresta e seus mistérios, tua alma
O abraço nobre que fortaleza e acalma
O sorriso que desperta e ressuscita a vontade de viver e brincar!
Esse é o teu poder, tende piedade
Teu corpo é paixão, tua essência é amor!
Tua melodia (eu suspiro) me invade.

Quem se torna escravo de tuas vontades
Vive a liberdade de teu infindo coração.
Teu elemento é o fogo, que me invade
Admiro-te por sua realeza e humildade
Sou capricorniano, tu és de escorpião.
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