As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 14 de agosto de 2010

Sina de Tocador

Foi no Cariri
Que eu nasci e me criei
E bem cedo eu botei
Na cabeça: - Eu vou tocar!
Eu tive que lutar
Pra poder ser tocador
E a vida me ensinou
A ouvir tudo e cantar

Eu sofri muito
Pra chegar onde queria
Engoli noites e dias
Vomitando sofrimento
No pensamento
A vontade de vencer
No peito muito a dizer
E na mão sempre um instrumento

Posso até ser
Um cantador sem muita sorte
Mais se a vida fez um corte
No meu peito penitente
Trago essa dor
E a canto com alegria
Essa é sabedoria
Que alumia o meu presente
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