As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desconcertado

Uma horas dessas
Pronunciando um estrondoso silêncio
Em uma algazarra divina
Sinto desejos falando de dentro.
Posso estar louco, ou sonhando.
Talvez seja uma mera saudade.
E se não for?!
O que seria na verdade?
Um desleixo de meu orgulho ou maturidade,
Um relaxo de minha vaidade?
No que estou pensando?
Maldade, a essa altura, esse sentimento.
Como posso estar calado e ainda assim cantando?
Tudo bem, pode ser que eu esteja cansado dessa vida
Com vontade de comer chocolate, andar de bicicleta
Ou mesmo sair voando.
Mas também, pode ser simplesmente, talvez quem sabe
Numa teimosia do tempo, ignorando o peso da idade
Uma adolescente paixão me desconcertando...
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