As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O porque de meu silêncio

Se eu disser que é mentira você saberá que é verdade

Por isso, o meu silêncio...
Não tenho falado
Não tenho cantado,
Não tenho pronunciado
Um som qualquer,
Um assobio sequer,

Tento conter minha respiração
As batidas do meu coração
Ando com cuidado pra não arrastar os pés, em meus compassos
Movimento o corpo evitando a melodia que possa gerar, o vento
Meus lábios não dançam, meus olhos se cansam, nem posso piscar
Meus pensamentos, sem ritmo, harmonia
Nada que pareça música pode soar

Pois você conhece meus sons
E mesmo que minha boca não diga nada
Se me ouvires, escutará as minhas paixões.
Dona de minha verdade, nada posso esconder-te.
Eis o porque de meu silêncio
Não quero magoá-la
Pela minha forma de viver cantando
Inconsequentemente
Num eterno "vez em quando"

Se eu disse que é verdade, você saberá que é mentira
Se eu cantar o que for, você sentirá meu amor, minha dor
Assim, minha esperança é que meu silêncio te inconfunda
Enquanto ainda sempre há tempo!
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