As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Descanso

Os sonhos dormem
Acordam
Amanhecem conosco

Engatinham
Caminham
E até rastejam
Insones na madrugada

Vivenciam a solidão
Na liberdade e temor da estrada
Entresaudades e reencontros
O caminho me cansa o corpo
As voltas me deixam tonto
Por isso danço
A voz quase falha
De tanto que falo
Por isso canto
E me recompondo penso
Tudo o que sinto
E mesmo o que não digo
Vai além do físico
Reverbera no espaço
Desafia o tempo
Porque minha alma
É eterna enquanto música
Ressoa
Amor
Esperança
A tristeza se muito é uma pausa
O silêncio
Um leve descanso
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