As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sinais do Céu!

Rezo pra um Deus que não existe, ou só existe.
Em minha própria verdade sedada a incenso
No ar de cores infindas superiores
Onde se confundem as dores de um prazer que transcende

O vento solar, nos trás partículas de (um) amor divino
E aquelas histórias vão tendo um sentido racional
Versos, formas, em um “alter-eu” intelectual
Que se estende por séculos indecifrável
Nessa mesma impressão parda de pedras e perdas
Nos dois extremos de um mesmo corpo
Automático sentido, robótico gemido, elétrica sensação
Luz na sombra de alguém frente a frente
Com uma entidade que nos soma
A tudo o que precisamos em um só destino

A voz dos anos, dos anjos, dos sinos

E eu aqui esperando um sinal dos céus
Nestas magnéticas ondas celestes
Teu sorriso captando qualquer pensamento meu
Em busca de um momento maior de liberdade
Uma idéia melhor de identidade
Numa canção que reflita o que somos pra nós mesmo
Sentido e direção, realidade e ficção, ou tudo apenas
E um par de olhos como os teus
Ou apenas, simplesmente, inevitavelmente, os teus.
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