As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Sóbrio

Responsabilizo os dias, sóbrio
Por essa loucura apaixonante em que anda minha vida
Declamo e beijo beijos, com sabor de sorrisos,
E observo os olhares atravessados
Atraversando na esquina.

São miragens essas imagens do destino
Feitos nuvens a revoar pelos céus em tempestade
Como crianças a flutuar e brincar de felicidade?!

No cangote do ridículo, vou como uma criança boba
Gritando uma frase ingênua, consentida, sem maldade...
E lembro do futuro, daquela tarde em que senti
O perfume das rosas costuradas na tua saia,
Realçavam a cor e o cheiro de tuas coloridas ex-mágoas
Ainda não sentidas

Quando esse vento arredio te percorria as pernas e assobiar
Essa canção plagiada de um velho amigo sem lembrança
Te trazia todas as recordações necessárias para a felicidade
O agora, o sonho, o carinho
O sentimento e a realidade.
Tudo isso num só, eterno, suspiro!

E vôo e sôo, numa ingênua canção
Perigosamente simples,
Com toda boa vontade
Que ainda resta no mundo.

Então reflito, num devaneio leve e profundo:
(Pensando alto em sua presença,
Na cena que antecede o reencontro)
- Por onde andava meu coração por todos esses segundos?!
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