As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 7 de setembro de 2008

Todo sempre agora

A vida já me passa a ser tãobém lembranças

Memórias a dançar num entremeio das mãos
No corpo trêmulo de umas dezilusões
A juventude(,) as exposições
Do Crato, as paixões
A fé, a pé, pelas praças da cidade
Os pátios milenares, a igreja da sé

Quanta saudade...

O Belmonte
O Granjeiro
O Serrano
O Lameiro

As águas místicas e seus ciclos em mim
Deusa-mulher, serpente de caldas sem fim

As mil e uma noites (e dias)
Os desejos no rosto
As loucuras sãs da idade latente
Vivi tudo, sim!
E hoje recordo contente.

O sorriso caboclo em câmera lenta, guardado
Que ainda me atenta ao pecado.

Profano e sagrado, caminhos
Sejam’os juntos, ou sozinhos

Tudo o que por mim passou
Ficou! Não foi embora.
Minha razão e juízo cantando
Os delírios eternos do todo sempre agora!
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