As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 2 de novembro de 2008

A manhã não vem?...


Ouço o canto abafado das árvores
Através dos muros que criei
Pelas portas e janelas que cifrei
Pra nos afastar

Ouço o tempo sem passar.
O som do silêncio entrecortado em suspiros
Enquanto adormeço.

Um estrondo rompe o martírio dos cílios,
Quebrando o cristal de sereno nos olhos!

Estou em transe...
Misturam-se sonho e realidade,
Sigo pelas ruas da cidade
O meu corpo são palavras
Minha alma, são canções.

No socorro
Acendo velas e angustias
O incenso nas narinas me causa aflição
Te rezo, e tenho uma leve impressão
De ouvir tua gélida voz me consumindo o juízo

Pra enlouquecer de vez
Tudo o que precisava agora
Era desconfiar que ainda habitas em meu peito
E eu fico assim sem jeito
Tua presença me apavora

Os pássaros, onde estão?
A manhã não vem?!...
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