As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tudo ao nosso tempo!

Ela descobriu a fonte dos desejos
Atravessando a ponte que a tanto procurava...
Sabe agora dos segredos
Da cura dos beijos
E dos enfins, sem fins, dos confins, do interior
Tão bela, tão belo, sertão, luz cheiro e cor.

Seria esse delírio um prenuncio?
A chave de seus mistérios?
Ela detém a seiva da vida no peito.
E sua calda de serpente sagrada adentra na terra
Em mil veias d'água nos olhos.
Dos olhos pro chão, do chão pra o céu
Caindo o véu, rasgou-se o tempo em seu coração
Abrindo uma brecha nessa existência
Nos vimos. Um futuro.

Abundância no mundo!
E o lamento profundo
Que sempre se confundiu
Com os cantos de felicidade de um povo,
Agora é certeza, tudo se acaba em festa!
Ao som dos pifes, rabecas e zabumbas!
Escutas?
Nossos filhos estão dançando.
Essa felicidade foi adivinhada por tu, em tua essência
Por teus encantos e encantamentos.

Todo contato contigo é ensinamento.
Todo sonho.
É o efeito do querer nos sentidos.

Quando a manhã luzia em meu peito
Tão ontem eterna se foi a tarde
Que o hoje refez meus sentimentos.
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