As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 9 de novembro de 2014

Os pequenos João e Clarice

Ele as vezes chegava do nada
Me contava uma história engraçada
Me arrancava uma gargalhada
E fazia amor comigo

Vez ou outra chegava ao meu lado
E assim como alguém acolhido
Me arrancava um sorriso calado
E me abraçava como um amigo

Sempre quando ele sumia
Em alguma de suas viagens
Me mandava umas mensagens
Com canções e trechos de poesias

Parecia nunca estar triste
Mesmo quando sabia que estava
Mas ele dizia que passava
Logo depois que eu sorrisse

E assim ele me conquistava
E quando dei fé já estava
Casada, com suas palavras,
Silêncios, canções e meiguices

E sempre que ficamos
Chateados com a mesmice
Ele canta essa canção e dançamos
Contando como nos apaixonamos
Pra os pequenos João e Clarice
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