As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 18 de abril de 2015

Rota

A minha solidão
Se faz e se desfaz
Na tua solidão

Enquanto o silêncio dorme
Despertamos ao pressentir 
Um amanhã disforme
Formando-se e levantando-se
Sem saber o porque
Da estrela incandescente 
Nem tão perto e distante 
Que nos possibilita a vida.
Tão perto e distante
Da quinta dimensão.
Se todo esse amor é apenas
Uma invenção
Desisto também de escrever 
Qualquer algo mais 
Que esteja além de minha razão
Já não me basta o porque
Da não canção
Me concentro e revejo a rota
De onde vim - viemos
Onde estou - estamos
Pra onde vou - vamos
Sigamos caminho
De três pontos no universo
Outras vidas
Outras formas
Paralelas
Num feixe de luz
Todas as cores
Vivas
Vidas

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