As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bandeira Verde

Se foi a manhã.
Ja é detardezinha,
Daqui a pouco anoitece.
Está em tempo, os astros
Observo o firmamento.
Sigo em conjunção, em oração
Em minha natureza.
Me afasto um pouco
Hasteio bandeira verde
Demarcando a solidão necessária
Fico em silêncio, introspecto
Sintonizo com o mundo
Da forma mais clara e precisa
A candeia divina me ilumina o externo
Por dentro reencontro os anseio e desejos
Encaro as coisas que me foram colocadas, muitas delas escolhidas
E entre uma lenta respiração e outra, o orvalho da floresta
Sons de maracas, zabumbas e tabocas
Meu povo se aproxima, a reunião está começada.
Falamos da saudade, e sorrimos,
Pois sempre sabendo do reencontro.
As mãos que tocavam, os rostos que tocavam, as canções.
Os pés que dançavam, os corpos que dançavam, as canções.
Amanhã estarei no presente novamente.
Hoje é passado e futuro.
Salve.
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