As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Iansã - II

Chove em mim essa noite,
Já anunciava o horizonte.
Fazia calor...
Por dentro, quase neve
E nesse choque
Uma febre nos sentidos,
Tua lembrança em tempestade
Chegou, varreu
Inundou meu dia,
Lavou, levou, lavrou
Minha agonia
E entre-raios e-trovões
Como em minhas canções
Você veio e se foi
Numa eterna tarde
Inventania
Postar um comentário