As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Correnteza

Ela fala fazendo poesia

Olha pro tempo e pressente a chuva

Abre os braços e prevê os ventos

Profetiza o fim da solidão

Talvez, pra ela

A vida seja um rio

E a gente, um riacho

Quando as vezes,

A chuva aumenta a correnteza

Assanhando às aguas
Mas aí a tempestade passa

E fica nos olhos, no corpo

Suado, suave e brevemente

Essa cor marrom dourada

De quem tira a poeira da estrada

Desnudando o corpo sem mágoas

Na doce fluidez da calmaria das águas

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