As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

DESÁGÜE

Adoro os dias chuvosos

O cheiro molhado das coisas

O delicado som percussivo das gotas rompendo o céu e tocando o chão

A luz branda filtrada pelas nuvens e densidade do ar

A contradição do tempo diminuto da natureza

Em relação ao alvoroço sem sentido das pessoas.


Água por fora, água por dentro

Tudo é fluido e fluidez é esperança

Na metrópole a chuva lava

Por vezes, e até maldizida

No sertão, é alegria, fecundação da terra

E tudo o que é triste finda

Como vida recomeçando

A se esverdecer...

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