As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Indo na Contra-mão (Vontade Maria)

Se nesses contrários sentidos
As mãos bailam
Enquanto se move o corpo,
Se tua alma desenha no vento
Um movimento de fé,
Em favor do teu sorriso,
Ou de tuas lágrimas
Qualquer sentimento
Mas, que seja verdadeiro.

Segue então em tua contra-dança
Pois se teu sentimento inverso
Nesse momento é necessário,
Como um Belisário verso
Que se escuta com o espírito
E se declama com o coração,
Vai Maria! Segue nessa contra-rima
Mesmo que opostos, os caminhos,
Nos dão a certeza, nossos carinhos
Que mais tarde ou mais cedo, se encontrarão
Os sonhos que voltam e meiam e vão
Seja no fluxo mais óbvio da vida
Ou em tua contrariada, momentanea
Resguardada ou espontânea, vontade Maria.
Seguindo pela contra-mão.
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