As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Movimento II

As vezes paro
(Num movimento de cena)
E me vejo a tragar o momento
Com o olhar mirando o infinito

Em câmera lenta
Envolto na fumaça
Consigo perceber
Que estou pensando no nada
E de certas formas esse vazio me preenche
Me enche
Até transbordar

"Revolto", ao tempo das mulheres
Desaguo a cantar e dançar
Sem saber ao certo se entrei ou sai de um transe
Sinto que me expresso
Na verdade
Com essa eterna dúvida passageira
E assim,
Minha arte se constrói
Da incerteza
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