As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O que eu Faço?

O que eu faço? 

Faço e desfaço música sertaneja
Superior incompleta
Popular erudita?
Universitária, analfabeta, mobral 
Empírica talvez, real, ralé, virtual
Elétrica, eletrônica, orgânica
Biosustentável, permacultural 
Nem antiga nem moderna
Apenas música contemporânea do vento 
De ritmo atemporal e lugar além do espaço
E a gravidade feito melodia
Não me prende ao chão
A minha canção
Desafia as leis da harmofísica
Pinota, avôa, rodopia
Ousa ser cosmopolita
Minha matuta urbana poesia
E o meus alquebrados versos
Atrevidos sintetizados distorcidos
São minha coloridas asas
Anjo-caboclo terreiro
Carrego minha anacruz de estrada
Daqui pra baixo só com amor
Daqui pra cima
Tudo é via-láctea
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