As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vem aqui, vem!

Foi tão magico, beirando a irrealidade.
Pensei até estar desacordado
A felicidade dançando nas mãos,
O desejo nas unhas e dentes.
Tua alma estava ali, nos olhos, sorrindo,
Como dizem os poetas.

Acordado, te ouvia dizendo que estava apaixonada
Ao mesmo tempo, sonhava, me tocando que era realidade
Porque de mim? Eu? O que dizer? Estava tudo perdido...
Havíamos nos reencontrado,
Estava dominado.
Meu semblante deve ter me entregado
Eu estava feliz, claro, e intrigado, eu, apaixonado...

A falta de voz, as pernas bambas, o suor frio e o olhar, perdido
Não eram fuga, nem medo, nem falta de vontades explodindo.
Era a timidez, matuta, menina, sentida, dando seu ultimo suspiro
Se despedindo, antes de ir embora,
Estava tudo perdido, agora!
Você havia me achado...

E fiquei assim pensando
Enquanto recebi sua flor:
"- Nossa! Como é bom ter alguém
Pra gente chamar de meu bem
E dizer: - Vem aqui, vem!
Meu amor."
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